quarta-feira, 30 de novembro de 2011

30 de novembro de 1935
morria em Lisboa
Fernando Pessoa
Imagem: Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Pessoa>
Nascido em 13 de junho de 1888, em Lisboa, passou a juventude em Durban (África do Sul), completando seus estudos na Inglaterra.
Poeta e escritor é considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa e da Literatura Universal, muitas vezes comparado com Luís de Camões. A crítica literária proclama sua obra como um legado da língua portuguesa ao mundo. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, ao mesmo tempo que produzia a sua obra literária em verso e em prosa. Como poeta, sua característica maior foi desdobrar-se em múltiplas personalidades conhecidas como heterônimos, objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.
Considera-se que a grande criação estética de Pessoa foi a invenção heteronímica que atravessa toda a sua obra. Os heterônimos diferentemente dos pseudônimos são personalidades poéticas completas, identidades que, em princípio falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifestação artística, própria e diversa do autor original. Através dos heterônimos, o poeta conduziu uma profunda reflexão sobre a relação entre verdade, existência e identidade, fatores que contribuiram para a famosa misteriosidade do poeta.
Entre pseudônimos e heterônimos contam-se 72 nomes e os 3 mais conhecidos (e também com maior obra poética) foram: Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro. Ainda um quarto heterônimo de grande importância é Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego, obra literária do século XX. 

Obras:
Suas obras estão essencialmente dispersas por várias revistas e publicações ocasionais, considerando como válido "35Sonnets" (inglês,1918); "English Poems I-II" e "English Poems III" (inglês, 1922); livro "Mensagem" (português, 1934), premiado pelo "Secretariado de Propaganda Nacional" na categoria Poema; "O folheto"; "O Interregno" (1928).


Últimas Considerações:
"Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania." 
I Know not what tomorrow will bring. 
(Eu não sei o que o amanhã trará.)
(Lisboa, 30 de março de 1935).

O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

PESSOA, Fernando. Autopsicografia. Presença, Coimbra, n.36, 27 nov. 1932.

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