terça-feira, 1 de novembro de 2011

Finados é dia de reflexão, 
saudade e esperança
A morte é ainda assunto-tabu, recalcado, silenciado. Preferimos viver como se a morte não existisse. Mas, na sociedade atual a morte é também trivializada, principalmente pela mídia, pelas guerras, calamidades, eutanásia, aborto, acidentes e violência de todos os tipos. [...] A dura realidade é que a morte faz parte da vida, é o fim do curso vital, é uma invenção da própria vida em sua evolução. Morrer é uma experiência profundamente humana. Aliás, é a morte que confere um certo gosto e encanto à vida, pois se tudo fosse indefinidamente repetível, a vida se tornaria indiferente, insossa e até desesperadora. E então, a morte é um bem, uma manifestação da sabedoria do Criador. “Nada mais horrível que um eterno-retorno” (Santo Agostinho). Vemos assim que a morte não se opõe à vida, mas ao nascimento.
A morte tem um valor educativo: ensina o desapego da propriedade privada, iguala e nivela todas as classes sociais, relativiza a ambição e ganância, ensina a fraternidade universal na fragilidade da vida, convida à procriação para eternizar a vida biológica, rompe o apego a circuito fechado entre as pessoas, leva ao supremo conhecimento de si e oportuniza a decisão máxima e a opção fundamental da pessoa. 
Para morrer bem, é preciso viver fazendo o bem: “levaremos a vida que levamos”.  
O bem é o passaporte! 

Um comentário:

  1. Sendo a morte a continuação da vida,só mudando o endereço, e como não viramos anjo após partir,vamos caprichar o máximo para continuarmos bem do lado de lá .

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