quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

01 de Dezembro
Dia Mundial de Prevenção contra a AIDS
A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de fazer dela um dia de batalha contra a doença, visando mobilizar a opinião pública sobre a gravidade, mas de amenizar o preconceito sofrido pelos portadores do HIV, o vírus causador da doença.
No Brasil, a data foi estabelecida desde 1988, a fim de alertar a população sobre as formas de transmissão da doença e os avanços da doença, pelo país.
As pessoas que adquirem o vírus HIV (vírus humano da imunodeficiência) podem desenvolver várias doenças, pois o mesmo destrói os glóbulos brancos, conhecidos como linfócitos, que dá imunidade ao organismo, enfraquecendo o meio de defesa natural. Com essa destruição, o corpo fica abatido, sujeito a adquirir doenças oportunistas, como pneumonias, infecções, herpes, diarreias e alguns tipos de câncer. Na fase mais avançada da doença, podem aparecer doenças mais graves, como tuberculose, meningite, dentre outras.
Os sintomas da doença podem demorar a aparecer, um dos grandes problemas para a contaminação. 

O HIV pode ser transmitido pelo sangue, sêmen, secreção vaginal e pelo leite materno.
Transmissão sexual: ocorre pelo ato sexual vaginal, anal ou oral no qual haja contado do sangue, sêmen ou secreções vaginais da pessoa infectada pelo HIV com a pessoa sadia. Pode haver infecção também através do contato com objetos sexuais contaminados, caso não sejam devidamente lavados ou cobertos com uma camisinha.
Transmissão por sangue contaminado: o HIV pode ser transmitido através do sangue ou produtos derivados do sangue (como plasma e plaquetas) em transfusões sanguíneas. Desde o início da década de 90, hospitais e bancos de sangue têm feitos exames de rotina no sangue de doadores para identificação do HIV. Estes exames reduziram substancialmente o risco de alguém ser contaminado pelo HIV durante uma transfusão.
Transmissão através de agulhas ou seringas contaminadas: o HIV pode ser transmitido através de agulhas ou seringas contaminadas. Usuários de drogas injetáveis que compartilham seringas ou agulhas, também têm risco da transmissão do vírus da hepatite e outras doenças infecciosas.
Transmissão através de perfuração acidental com agulhas ou objetos cortantes: a transmissão do HIV de um paciente contaminado para um profissional de saúde, seja por uma perfuração acidental por agulha durante procedimento cirúrgico ou mesmo numa punção venosa, é baixa. Especialistas acreditam que o risco de contaminação neste tipo de acidente seja menor que 1%.
Transmissão da mãe para o filho: a cada ano, cerca de 600.000 recém-nascidos são infectados pelo HIV, seja durante a gestação, durante o parto ou no período de amamentação. Mas de a mulher recebe tratamento para o HIV durante a gravidez, o risco de infecção do bebê se torna bastante reduzido.
Outros métodos de transmissão: em raros casos, o HIV pode ser transmitido através de um órgão transplantado, inseminação artificial ou por equipamentos cirúrgicos ou odontológicos não esterilizados. 
Prevenção:
Uso da camisinha (ou preservativo masculino): diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da AIDS e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto e sistemático uso de preservativos em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção da transmissão do HIV.


Pré-natal: toda mulher grávida deve fazer o teste da AIDS. Esse exame é especialmente importante durante os meses de gestação, pois, em caso positivo para infecção da mãe, ela poderá receber um tratamento adequado e, na hora do parto, evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) do HIV. Se forem tomados todos os cuidados devidos, esse risco pode ser reduzido em até 67%.
A prevenção de uma transmissão vertical é feita pela mãe, sob orientação médica sempre, por meio do uso do AZT durante a gravidez e no momento do parto. O recém nascido também deve fazer uso desse mesmo medicamento por um período de 06 semanas.
A transmissão do HIV também pode acontecer durante a amamentação, através do leite materno. Portanto, o leite da mãe portadora do vírus HIV deve ser substituído por leite artificial ou leite humano processado em bancos de leite que fazem aconselhamento e triagem das doadoras.
Uso de agulhas e seringas descartáveis: o risco de um usuário de droga injetável infectar-se pelo HIV está ligado à forma como a droga é utilizada: se houver compartilhamento de seringas e agulhas, esse risco é bem elevado. Por isso, há a recomendação da utilização de agulhas e seringas descartáveis.
Tratamento:
Há alguns anos, receber o diagnóstico de AIDS era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a AIDS já pode ser considerada uma doença crônica. Isto significa que uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus, por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal. Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes.
Hoje existem modernos medicamentos para tratamento da AIDS e também das infecções oportunistas. Para o combate específico contra o HIV, são usadas drogas chamadas de anti-retrovirais. Tais drogas inibem o crescimento e a replicação do vírus.
No Brasil, todo cidadão tem direito ao acesso gratuito aos anti-retrovirais. A boa adesão ao tratamento é condição indispensável para a prevenção e controle da doença, com efeitos positivos diretos na melhora da qualidade de vida da pessoa com HIV/AIDS.
Mundialmente, as estatísticas demonstram que o Continente Africano é o mais contaminado, mas os índices de maior aumento da contaminação pelo HIV aparecem na Ásia Central e no Leste Europeu.
O governo brasileiro disponibiliza exames para constatar a doença, através dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA), que dão todo o apoio para os infectados.
Banco de Saúde. Disponível em: <http://www.bancodesaude.com.br> Acesso em: 01 dez. 2011.
Dia Mundial de Prevenção contra a AIDS. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/datacomemorativas/dia-mundial-prevencao-contra-aids.htm> Acesso em: 01 dez. 2011.
DST-AIDS e Hepatites Virais. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pagina/dia-mundial> Acesso em: 01 dez. 2011.


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